Queria ser mais calma, mais paciente, queria ser menos explosiva com meus filhos. Eles são crianças e merecem só amor, incondicional amor. Queria ser mais educação positiva que tradicional. Mas a coisa é tão enraizada em nós que mesmo tomando consciência de si mesmo, mesmo estudando, obtendo informações sobre o assunto (maternar de forma respeitosa), mesmo se esforçando, às vezes, talvez muitas vezes, a gente perde a linha
No embalo da exaustão tem dia que a gente não segura o grito, não consegue frear a bronca, esquece que aquele serzinho que saiu do teu ventre precisa que você seja o porto seguro dela. Sai do eixo. Deixa a coisa toda desandar, e então desaba. Desaba no choro por ter feito o que não queria. Se culpa (ah aquela baita culpa) por não ter conseguido fazer diferente. E no final ainda toca aquela música na cabeça: “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”….. Aff!
Mesmo detestando o que nossos pais foram e fizeram, a gente insiste em agir como eles, inconscientes, agindo no automático. O cansaço é a desculpa. Mas não deveria ser, pois independente do cansaço, nossos filhos precisam de nós, e precisam do nosso amor, carinho, acolhimento, sabedoria, não da nossa ignorância, não do nosso desrespeito.
Mais um dia se passou e termino com a sensação de que falhei de novo. mas só falha quem tenta, e se tentei ao menos tive minha lição do dia aprendida. Amanhã é outro dia. Quero ser mais. Hoje fui pouco.